O entrevistado da vez é o Marcelo Chaves.
Marcelo Chaves é Doutor em Direito pela Universidade Estácio de Sá (2024). Mestre em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis (2019). Professor da Universidade Estácio de Sá e Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sendo Chefe de Gabinete. Autor de diversos livros jurídicos.
Nesse momento, coordenador do GT 4 – SOLUÇÃO DE CONFLITOS E PROCESSO.
Confira a entrevista:
1) Quais foram as principais influências ou experiências que moldaram sua abordagem acadêmica até hoje?
Minha linha de pesquisa é pautada no Acesso à Justiça e Processo. Minha atuação junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro aliada à Academia mostra que, ao contrário do que muitos imaginam, são atividades que devem se utilizar uma da outra para resultados melhores à sociedade.
2) Como a sua experiência acadêmica prévia contribui para a sua visão sobre os desafios
A necessidade de compreender as limitações do sistema tradicional de resolução de disputas, como a morosidade processual e o alto custo para as partes envolvidas. A utilização de métodos mais adequados, como mediação, arbitragem e conciliação, se mostram como estratégias mais eficazes para resolver conflitos de maneira célere e justa.
3) Como você enxerga o papel do CAED-Jus na formação de novos profissionais do direito e em outras áreas interdisciplinares?
O CAED-Jus tem papel primordial na formação dos novos profissionais não do Direito, como também de outras áreas correlatas. Somente com a interdisciplinaridade é possível responder as demandas atuais.
4) A temática do seu GT é fundamental para pensar o direito de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da sua temática?
O processo não é o único meio de solução de conflitos. Percebemos que, em verdade, somente com o diálogo é possível que os problemas definitivamente possam ser resolvidos. Desta forma, áreas como a Psicologia, Economia, Ciência da Tecnologia, entre outras, contribuem sobremaneira.
5) De que maneira você acha que sua área de pesquisa pode impactar a transformação ou inovação no campo jurídico, especialmente em termos interdisciplinares?
A pesquisa sobre solução de conflitos e processo judicial pode transformar o campo jurídico ao introduzir métodos mais eficientes de resolução de disputas, como mediação e arbitragem, reduzindo a excessiva judicialização que há hoje. A interdisciplinaridade é essencial na metida que permite integrar conhecimentos de psicologia, tecnologia e economia para criar sistemas mais acessíveis e eficazes. Por exemplo, o uso da inteligência artificial para triagem de casos pode acelerar processos e evitar litígios desnecessários.
6) Quais recursos ou estratégias você utilizou para manter-se atualizado(a) e relevante dentro da sua área de pesquisa?
Para manter-se atualizado, é fundamental acompanhar a produção acadêmica, bem como decisões dos tribunais superiores e mudanças legislativas. Além disso, participar de congressos, fazer cursos em áreas complementares (como mediação, negociação e direito digital) e interagir com pesquisadores de outras áreas amplia a compreensão e aplicação do conhecimento jurídico. O uso de bases de dados também é essencial nessa busca.
7) Para quem está começando a se envolver com projetos interdisciplinares, qual habilidade você acredita ser essencial para o sucesso nesse tipo de iniciativa?
Minha mensagem é no sentido de que os projetos interdisciplinares exigem que profissionais de diferentes áreas troquem conhecimentos e trabalhem juntos para resolver problemas complexos. Aliado a isso, a capacidade de adaptar-se a diferentes perspectivas e abordagens e o pensamento crítico são essenciais para integrar conceitos jurídicos com outras disciplinas, garantindo melhores soluções aos problemas que nos são apresentados.
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